domingo, 29 de junho de 2008

Venha a música

Nas alturas em que o dia se esvai num mar de trabalho, quando dou por mim já estou exausta, a necessitar de descanso do corpo e da mente e nem tive tempo para desfrutar de uma melodia, um ritmo, umas rimas soltas. A música tem-me feito muita falta. Hei-de arranjar tempo para tratar de uma nova compilação de músicas para o carro. Ao menos nas deslocações, sempre consigo arejar, aliviar e descontrair os neurónios. Fica aqui a promessa a mim própria. Entretanto, há sempre quem nos sugira novas audições. A última sugestão foi esta:


Obrigada a quem me enviou a dica que vai merecer muitas audições futuras.

E pronto...

...vou-me deitar, mais ao menos à hora a que esta menina se levanta, e talvez à hora que este menino deve acordar por causa de uma úgnia.

Não me vou embora sem antes deixar aqui um arquivo maravilha, para quem aprecia o género.

Boa noite, bom dia, whatever... fiquem bem.

The Happening



E foi isto que eu fui ver hoje ao cinema. Não me pareceu fraquinho como muitos dizem, pelo contrário, acho que valeu bem a pena. Não o considerando um grande filme, é um filme de M. Night Shyamalan, e tem bem a sua marca. Claro que se esperam outro Sexto Sentido vão ficar desiludidos, mas pessoalmente não sou grande fã dessa obra de Shyamalan. Gostei de ver o Mark Whalberg, como sempre, e dei uns belos saltos na cadeira. É um filme para nos deixar, no mínimo, perturbados.

Eu quero acreditar


Vi hoje pela primeira vez no cinema o trailer do filme The X-Files: I Want To Believe. Tem estreia marcada para Agosto em Portugal, e afinal parece não haver extraterrestres no enredo, ao contrário das minhas expectativas há uns tempos atrás. Mas bolas, um filme dos X-Files é sempre um must. E não me venham com coisas.

domingo, 22 de junho de 2008

Quiz

Ah, se eu tivesse mais tempo... as perguntas que eu vos fazia... :)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Relembrando que o blogue existe

Eu sei, eu sei...

Ando muito cansada e pouco inspirada, é o que é.

Nestes tempos conturbados de falta de gasolina, lembro-me frequentemente desta banhada clássica...

Vocês não?


sábado, 31 de maio de 2008

A evolução é isto mesmo




Os sapatos para correr mais velhos do mundo, estiveram - ou estão, não sei - em exibição num Museu, de acordo com este artigo. A vanguarda dos sapatos para correr parece ser agora esta.
Hummmm... Eu cá prefiro os meus ténis Nike, passo a publicidade...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Battlestar Galactica (here I go again...)

Não me canso de falar nesta série, como podem perceber. Uma das coisas que mais me agrada nesta obra é a forma como está optimamente escrita. Imagino os brainstormings dos argumentistas. Acho que aqueles tipos devem divertir-se imenso. Eles conseguem ir buscar material interessante a várias fontes e conseguem, numa série de ficção científica, introduzir uma série de temas muito actuais, transpondo-os para a realidade de uma frota de inicialmente cerca de 50 mil pessoas, aquilo que restou da humanidade depois da dizimação em massa levada a cabo pelos cylons.

Não me espanta saber que o filme Razor, que foi exibido entre o final da terceira temporada e o início da quarta, está nomeado para os prémios Hugo 2008.

Aqui fica um pequeno vídeo para abrir o apetite:



Uma das coisas que mais gosto são as falas do híbrido, um ser que é uma espécie de sistema nervoso central das naves dos cylons, e que alguns acreditam que transmite mensagens proféticas no meio de falas contendo numerosas informações técnicas e uma série de frases sem sentido aparente.

Este vídeo faz parte de um episódio da terceira temporada da série, e é a altura na qual, se não me engano, se vê o híbrido pela primeira vez. No vídeo pode ver-se a Six a explicar o híbrido a um impressionado Baltar. Se não querem saber mais, é melhor não carregarem no link...

domingo, 25 de maio de 2008

Um anjo à chuva

De há uns tempos para cá, eu e mais uns quantos milhares de portugueses fomos forçados a apertar os cordões à bolsa. Ele é taxas euribor a subir desalmadamente, ele é gasolina a subir descontroladamente, ele é carreiras congeladas, enfim, uma angústia constante, acompanhada de inúmeras tentativas de controlar a situação, atacando nos mais diversos pontos de despesa. Um dos cortes que teve que ser feito, foi, infelizmente, o ginásio. Ora pelo facto de estar afastada do ginásio há cerca de dois anos, a minha consciência começou a ficar pesada. Claro que o problema principal não era o peso da consciência, mas sim a perspectiva de um peso acrescido na zona das ancas e coxas, coisa que quero evitar a todo o custo. Para poder comer uns oreos esporadica e descansadamente (e ainda conseguir mover-me em espaços apertados), decidi que tinha que meter os pés ao caminho do circuito de manutenção, que, por enquanto, ainda é de frequência gratuita.

Ora aconteceu que foi neste fim de semana que decidi que a coisa ou ia, ou rachava. Não havia intempérie que me pudesse afastar das minhas boas intenções, e, assim sendo, foi numa das abertas que aconteceram neste sábado de manhã que pus os ténis a rasgar o asfalto. Um sol glamoroso brilhava no céu, e lá fui eu, qual anjo de asinhas nas costas, direita ao parque urbano para dar uma corridinha (bom, não tencionava correr no primeiro dia, mas sim andar em passo acelerado, uma vez que na segunda feira teria que conseguir levantar-me da cama). Adiante. À medida que me aproximava do parque, o sol teimava em esconder-se por detrás de umas nuvenzitas acinzentadas, e assim que pus o pé no parque, senti umas gotinhas a afagar-me a face. Não andei nem cinco metros, e as gotinhas, ao invés de me afagarem a face, já teimavam em dar-me violentas estaladas. Resguardei-me então debaixo de uma árvore amiga, e eis senão quando, recebo um telefonema.

Como sou uma mulher moderna e tenho que estar sempre contactável, estou obviamente de telemóvel a ouvir música enquanto faço desporto, e portanto aquela coisa atende automaticamente. "Tou? Olá! Sim... não estou em casa... vim aqui ao parque dar uma corridinha... sim... por acaso não estás aqui perto, não? (Já imaginava nesta altura uma boleia salvadora) Ah não? Ah, tá bem..."

A conversa segue e a chuva também, quando num momento em que estou calada a ouvir, vejo aproximar-se uma transeunte desesperada por abrigo, que também parecia ser amiga da mesma árvore. Ela chega e abriga-se ao meu lado justamente na altura em que eu pergunto: "Mas então sacaste aquilo do mesmo site que eu?" A mulher olha-me com ar incrédulo. Faço um sorriso estúpido, acenando com a cabeça na direcção dela. "Sim... Olha... Depois falamos... adeus." Felizmente que a chuva abrandou entretanto, e raspei-me dali em passo rápido, com a mulher ainda a olhar para mim. Claro que isto ainda foi pior, a mulher deve mesmo ter pensado que eu era louca.

Bom, nada me desanima. Dou uma volta ao circuito e sigo para casa antes que caia outro aguaceiro. Amanhã é outro dia.