Era bom poder usar a rede social como um blogue, ou vice-versa. E daí talvez não. A verdade é que ultimamente ando baralhada acerca de uma série de coisas, portanto não liguem. Mas por exemplo: hoje acordei com a minha cabeça cheia de música - era Rakim, dos Dead Can Dance, que soava em modo de alto volume no interior do meu cérebro. Quando liguei o computador, fui logo procurar o vídeo no youtube. Depois pensei: vou pôr isto no facebook. E depois: talvez possa escrever uma publicação no blogger. E depois: mas não me apetece escrever muito, portanto é melhor o facebook. E por aqui fiquei, por momentos. Publiquei o vídeo no facebook. E depois resolvi também escrever um post no blogger. É só para verem as encruzilhadas difíceis com as quais me confronto diariamente. Já para não dizer que no meu sonho vestia um casaco de pele de leopardo e estava extremamente divertida por ter conseguido levar alguém aos píncaros da fúria (não me perguntem como, que eu não digo). O que tem tudo isto a ver com Dead Can Dance? Aparentemente, absolutamente nada.
sábado, 28 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Será?
Após quase um ano de ausência desde a última publicação... Será que alguém ainda lê isto? É a pergunta que vos deixo, qual grito ecoando no ciberespaço. Mas para que a tradição continue a ser o que era, não podia faltar a música.
Quizás, quizás, quizás...
Quizás, quizás, quizás...
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Não precisavam de ouvir esta
Muitas vezes penso que tenho um defeito: por ser normalmente uma pessoa objectiva, poupo palavras que me parecem óbvias. Não discurso muito sobre os temas que me apaixonam: uma linha ou outra, uma imagem... fantástico! Não é óbvio?
Tenho a sorte de haver pessoas que me compreendem, mesmo usando parcas letras e debitando mais música. Outras, não compreenderão. Não lhes dá para ali, não lhes interessa e portanto não exploram além do que vêem. Não sabem o que perdem.
Navegar na internet é ter o mundo à beira das nossas mãos, à distância de um clique no rato. De link em link, lê-se mais, aprende-se mais, ouve-se mais. Um comentário aqui outro ali, uma resposta obtida acolá, novos amigos feitos, novas visões partilhadas.
As minhas publicações não são teses de doutoramento, são dicas para quem quiser saber mais. Cliquem, e deixem-se ir - saiam das fronteiras da rede nacional - ousem explorar o desconhecido. A rede é assim e é para ser usada. Vão conhecer o ciber-mundo, pá.
Tenho a sorte de haver pessoas que me compreendem, mesmo usando parcas letras e debitando mais música. Outras, não compreenderão. Não lhes dá para ali, não lhes interessa e portanto não exploram além do que vêem. Não sabem o que perdem.
Navegar na internet é ter o mundo à beira das nossas mãos, à distância de um clique no rato. De link em link, lê-se mais, aprende-se mais, ouve-se mais. Um comentário aqui outro ali, uma resposta obtida acolá, novos amigos feitos, novas visões partilhadas.
As minhas publicações não são teses de doutoramento, são dicas para quem quiser saber mais. Cliquem, e deixem-se ir - saiam das fronteiras da rede nacional - ousem explorar o desconhecido. A rede é assim e é para ser usada. Vão conhecer o ciber-mundo, pá.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Closer and closer...
Duas músicas com o mesmo título, diferentes bandas, diferentes letras, diferentes ambientes. Duas faixas que eu adoro. Ambas poderosas.
A primeira é da autoria dos Kings of Leon. Ao que parece, fala de um vampiro...
Driven by the strangle of vein
Showing no mercy I'd do it again
Open up your eyes
You keep on crying
Baby I'll bleed you dry
Skies are blinking at me
I see a storm bubbling up from the sea
A segunda é dos Nine Inch Nails. Fala, obviamente, de sexo:
I wanna fuck you like an animal
I wanna feel you from the inside
I wanna fuck you like an animal
My whole existence is flawed
A primeira é da autoria dos Kings of Leon. Ao que parece, fala de um vampiro...
Driven by the strangle of vein
Showing no mercy I'd do it again
Open up your eyes
You keep on crying
Baby I'll bleed you dry
Skies are blinking at me
I see a storm bubbling up from the sea
A segunda é dos Nine Inch Nails. Fala, obviamente, de sexo:
I wanna fuck you like an animal
I wanna feel you from the inside
I wanna fuck you like an animal
My whole existence is flawed
E pronto, cá vai post. Ainda bem que impedi que o meu blogue pudesse ser encontrado através do google, porque com dois "fuck" (agora três) no mesmo post, havia de cá ter uma bela clientela.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Calma...
Um desafio aos viciados no clique no rato, no abrir de vários separadores ao mesmo tempo, no carregar de múltiplas páginas, etc, etc. Não façam NADA durante dois minutos. Acham que conseguem? Então experimentem...
domingo, 16 de janeiro de 2011
Puscifer
Adoro descobrir coisas novas... especialmente aquelas pelas quais tenho uma queda imediata e viciante. Puscifer é um projecto de Maynard James Keenan que eu não conhecia de todo. É todo um mundo novo por explorar. Mais uma descoberta feita através dos meus amigos facebookianos. Hallelujah!
Momma Sed
wake up son o' mine
momma got somethin' to tell you
changes come
life will have its way
with your pride, son
take it like a man
hang on son o' mine
a storm is blowin' up your horizon
changes come
keep your dignity
take the high road
take it like a man
listen up son o' mine
momma got something to tell you
all about growin' pains
life will pound away
where the light don't shine, son
take it like a man
suck it up son o' mine
thunder blowin' up your horizon
changes come (changes come)
keep your dignity (keep your dignity)
take the high road (take the high road)
take it like a man (take it like a man)
momma said like the rain
(this too shall pass)
like a kidney stone
(this too shall pass)
it's just a broken heart, son
this pain will pass away
Momma Sed
wake up son o' mine
momma got somethin' to tell you
changes come
life will have its way
with your pride, son
take it like a man
hang on son o' mine
a storm is blowin' up your horizon
changes come
keep your dignity
take the high road
take it like a man
listen up son o' mine
momma got something to tell you
all about growin' pains
life will pound away
where the light don't shine, son
take it like a man
suck it up son o' mine
thunder blowin' up your horizon
changes come (changes come)
keep your dignity (keep your dignity)
take the high road (take the high road)
take it like a man (take it like a man)
momma said like the rain
(this too shall pass)
like a kidney stone
(this too shall pass)
it's just a broken heart, son
this pain will pass away
sábado, 15 de janeiro de 2011
Lullaby
On candystripe legs the spiderman comes
Softly through the shadow of the evening sun
Stealing past the windows of the blissfully dead
Looking for the victim shivering in bed
Searching out fear in the gathering gloom and
Suddenly!
A movement in the corner of the room!
And there is nothing I can do
When I realise with fright
That the spiderman is having me for dinner tonight!
Quietly he laughs and shaking his head
Creeps closer now
Closer to the foot of the bed
And softer than shadow and quicker than flies
His arms are all around me and his tongue in my eyes
"Be still be calm be quiet now my precious boy
Don't struggle like that or I will only love you more
For it's much too late to get away or turn on the light
The spiderman is having you for dinner tonight"
And I feel like I'm being eaten
By a thousand million shivering furry holes
And I know that in the morning I will wake up
In the shivering cold
And the spiderman is always hungry...
Softly through the shadow of the evening sun
Stealing past the windows of the blissfully dead
Looking for the victim shivering in bed
Searching out fear in the gathering gloom and
Suddenly!
A movement in the corner of the room!
And there is nothing I can do
When I realise with fright
That the spiderman is having me for dinner tonight!
Quietly he laughs and shaking his head
Creeps closer now
Closer to the foot of the bed
And softer than shadow and quicker than flies
His arms are all around me and his tongue in my eyes
"Be still be calm be quiet now my precious boy
Don't struggle like that or I will only love you more
For it's much too late to get away or turn on the light
The spiderman is having you for dinner tonight"
And I feel like I'm being eaten
By a thousand million shivering furry holes
And I know that in the morning I will wake up
In the shivering cold
And the spiderman is always hungry...
A life less lived
Apesar de ser avessa a compilações - sempre achei que apreciar a obra de um qualquer artista numa compilação não fazia grande sentido, uma vez que se perde a essência da sua evolução, das fases pelas quais passou ou da época que se atravessava à altura da publicação de um dado álbum - não resisti à compra desta.
Intitulada A Life Less Lived - The Gothic Box, esta compilação junta bandas diferentes da onda musical mais obscura da década de 80. Não consigo chamar góticas a todas as bandas que aqui figuram. Aliás, a própria produtora da compilação lança esse aviso numa nota introdutória: associar um dado género a uma dada banda é sempre discutível. No entanto, posso garantir que na compilação se encontrará um ambiente musical belo, escuro, obssessivo e dramático, acompanhado de letras isentas de banalidades, escritas por gente que não se preocupava minimamente com o que era vendável, mas sim com transmitir com a sua arte aquilo que os marcava e que os interessava.
A compilação consiste de três CD, um DVD e um livro e tem uma apresentação irrepreensível.
Prontinho, agora vou-me embora e vou pôr-me a ouvir qualquer coisa, enquanto folheio um livro. A seguir, se calhar, vou ver um videoclip... Até um dia destes.
Intitulada A Life Less Lived - The Gothic Box, esta compilação junta bandas diferentes da onda musical mais obscura da década de 80. Não consigo chamar góticas a todas as bandas que aqui figuram. Aliás, a própria produtora da compilação lança esse aviso numa nota introdutória: associar um dado género a uma dada banda é sempre discutível. No entanto, posso garantir que na compilação se encontrará um ambiente musical belo, escuro, obssessivo e dramático, acompanhado de letras isentas de banalidades, escritas por gente que não se preocupava minimamente com o que era vendável, mas sim com transmitir com a sua arte aquilo que os marcava e que os interessava.
A compilação consiste de três CD, um DVD e um livro e tem uma apresentação irrepreensível.
Prontinho, agora vou-me embora e vou pôr-me a ouvir qualquer coisa, enquanto folheio um livro. A seguir, se calhar, vou ver um videoclip... Até um dia destes.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Um post educativo: História "bêbada"
Mais uma daquelas descobertas que vale a pena. Um canal do youtube tem vídeos dedicados a contar pedaços de História, mas com uma particularidade: para além da normal dramatização da história narrada que é vista em tantos documentários, acontece que os narradores estão sempre bêbados. Realmente, o que é preciso são ideias novas.
O vídeo que aqui apresento é um dos meus favoritos: conta a história de Nikola Tesla, o grande engenheiro e inventor que tantos contributos deu para a vida moderna e que tantas vezes foi subestimado. O narrador tem um ar extremamente feliz, os actores John C. Reilly e Crispin Glover vão optimamente e pronto... não posso dizer que a parte do vomitado não me tenha enojado um pouco, mas... é fantástico. Para ver e aprender.
O vídeo que aqui apresento é um dos meus favoritos: conta a história de Nikola Tesla, o grande engenheiro e inventor que tantos contributos deu para a vida moderna e que tantas vezes foi subestimado. O narrador tem um ar extremamente feliz, os actores John C. Reilly e Crispin Glover vão optimamente e pronto... não posso dizer que a parte do vomitado não me tenha enojado um pouco, mas... é fantástico. Para ver e aprender.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
As crónicas de Zoltar
Zoltar encontrava-se a viver na Terra há já alguns anos e tinha feito uma razoável adaptação aos hábitos terráqueos, mas por vezes ainda se espantava com alguns costumes dos habitantes daquele planeta azul.
Havia, por exemplo, a questão das datas. Os aniversários. Por que razão era tão importante comemorar um acontecimento apenas na exacta altura em que a Terra voltava a estar na mesma posição na sua órbita em torno do Sol? Não dava para entender! E ainda por cima, nem sequer era a mesma posição senão de quatro em quatro anos. Uma tontice, na verdade. Havia terráqueos que resolviam deprimir de 365 dias em 365 dias (ou 366...) se acontecia o aniversário de uma coisa triste, ou então ficavam (ou fingiam que ficavam) particularmente alegres naquele dia, se acontecia o aniversário de uma coisa alegre.
O Natal, por exemplo, intrigava bastante Zoltar. Sim, ele já tinha percebido que se comemorava o aniversário - lá está - do Messias Jesus. Só não entendia bem porque razão muitos terráqueos resolviam gastar quantidades absurdas de dinheiro naquela data, a dar presentes uns aos outros. É que se ainda fosse com vontade... mas Zoltar tinha-se apercebido que era uma obrigação para muitos. E ao que parece, ficava-se muito mal visto se não se desse presentes aos outros no Natal. Na realidade, Zoltar estava-se nas tintas para que lhe oferecessem presentes no Natal. A maior parte das coisas que recebia era completamente inútil e só servia para ocupar espaço. Preferia que lhe dessem alguma coisa de que precisasse noutra qualquer altura correspondente a qualquer outra posição da Terra em torno do Sol.
Outra coisa: no ano anterior, Zoltar tinha resolvido que não iria participar naquele costume absurdo dos presentes, mas ainda assim decidira cozinhar uns deliciosos gruffits (especialidade da sua aldeia em Zelmit) para levar para a consoada em casa de uns amigos. Tinha sido imensamente difícil arranjar os ingredientes para cozinhar os gruffits, mas tinham ficado perfeitos. A cor verde era apelativa, o aspecto gelatinoso era sedutor e a geleia de marmelo com que os cobrira era la pièce de résistance. Nunca perceberia porque nem lhes tinham tocado. Decididamente, a origem de uma pessoa, neste caso, de um ser vivo, vá... e o seu percurso de vida faz com que possa ser um eterno incompreendido para os que não a partilham.
Grunf.
Zoltar voltará a atacar.
Havia, por exemplo, a questão das datas. Os aniversários. Por que razão era tão importante comemorar um acontecimento apenas na exacta altura em que a Terra voltava a estar na mesma posição na sua órbita em torno do Sol? Não dava para entender! E ainda por cima, nem sequer era a mesma posição senão de quatro em quatro anos. Uma tontice, na verdade. Havia terráqueos que resolviam deprimir de 365 dias em 365 dias (ou 366...) se acontecia o aniversário de uma coisa triste, ou então ficavam (ou fingiam que ficavam) particularmente alegres naquele dia, se acontecia o aniversário de uma coisa alegre.
O Natal, por exemplo, intrigava bastante Zoltar. Sim, ele já tinha percebido que se comemorava o aniversário - lá está - do Messias Jesus. Só não entendia bem porque razão muitos terráqueos resolviam gastar quantidades absurdas de dinheiro naquela data, a dar presentes uns aos outros. É que se ainda fosse com vontade... mas Zoltar tinha-se apercebido que era uma obrigação para muitos. E ao que parece, ficava-se muito mal visto se não se desse presentes aos outros no Natal. Na realidade, Zoltar estava-se nas tintas para que lhe oferecessem presentes no Natal. A maior parte das coisas que recebia era completamente inútil e só servia para ocupar espaço. Preferia que lhe dessem alguma coisa de que precisasse noutra qualquer altura correspondente a qualquer outra posição da Terra em torno do Sol.
Outra coisa: no ano anterior, Zoltar tinha resolvido que não iria participar naquele costume absurdo dos presentes, mas ainda assim decidira cozinhar uns deliciosos gruffits (especialidade da sua aldeia em Zelmit) para levar para a consoada em casa de uns amigos. Tinha sido imensamente difícil arranjar os ingredientes para cozinhar os gruffits, mas tinham ficado perfeitos. A cor verde era apelativa, o aspecto gelatinoso era sedutor e a geleia de marmelo com que os cobrira era la pièce de résistance. Nunca perceberia porque nem lhes tinham tocado. Decididamente, a origem de uma pessoa, neste caso, de um ser vivo, vá... e o seu percurso de vida faz com que possa ser um eterno incompreendido para os que não a partilham.
Grunf.
Zoltar voltará a atacar.
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