domingo, 16 de janeiro de 2011

Puscifer

Adoro descobrir coisas novas... especialmente aquelas pelas quais tenho uma queda imediata e viciante. Puscifer é um projecto de Maynard James Keenan que eu não conhecia de todo. É todo um mundo novo por explorar. Mais uma descoberta feita através dos meus amigos facebookianos. Hallelujah!



Momma Sed

wake up son o' mine
momma got somethin' to tell you

changes come

life will have its way
with your pride, son
take it like a man

hang on son o' mine

a storm is blowin' up your horizon

changes come

keep your dignity
take the high road
take it like a man

listen up son o' mine

momma got something to tell you
all about growin' pains
life will pound away
where the light don't shine, son
take it like a man
 

suck it up son o' mine
thunder blowin' up your horizon

changes come (changes come)

keep your dignity (keep your dignity)
take the high road (take the high road)
take it like a man (take it like a man)

momma said like the rain

(this too shall pass)
like a kidney stone
(this too shall pass)
it's just a broken heart, son
this pain will pass away

sábado, 15 de janeiro de 2011

Lullaby

On candystripe legs the spiderman comes
Softly through the shadow of the evening sun
Stealing past the windows of the blissfully dead
Looking for the victim shivering in bed
Searching out fear in the gathering gloom and
Suddenly!
A movement in the corner of the room!
And there is nothing I can do
When I realise with fright
That the spiderman is having me for dinner tonight!

Quietly he laughs and shaking his head
Creeps closer now
Closer to the foot of the bed
And softer than shadow and quicker than flies
His arms are all around me and his tongue in my eyes
"Be still be calm be quiet now my precious boy
Don't struggle like that or I will only love you more
For it's much too late to get away or turn on the light
The spiderman is having you for dinner tonight"

And I feel like I'm being eaten
By a thousand million shivering furry holes
And I know that in the morning I will wake up
In the shivering cold

And the spiderman is always hungry...


A life less lived

Apesar de ser avessa a compilações - sempre achei que apreciar a obra de um qualquer artista numa compilação não fazia grande sentido, uma vez que se perde a essência da sua evolução, das fases pelas quais passou ou da época que se atravessava à altura da publicação de um dado álbum - não resisti à compra desta.
Intitulada A Life Less Lived - The Gothic Box, esta compilação junta bandas diferentes da onda musical mais obscura da década de 80. Não consigo chamar góticas a todas as bandas que aqui figuram. Aliás, a própria produtora da compilação lança esse aviso numa nota introdutória: associar um dado género a uma dada banda é sempre discutível. No entanto, posso garantir que na compilação se encontrará um ambiente musical belo, escuro, obssessivo e dramático, acompanhado de letras isentas de banalidades, escritas por gente que não se preocupava minimamente com o que era vendável, mas sim com transmitir com a sua arte aquilo que os marcava e que os interessava.
A compilação consiste de três CD, um DVD e um livro e tem uma apresentação irrepreensível.
Prontinho, agora vou-me embora e vou pôr-me a ouvir qualquer coisa, enquanto folheio um livro. A seguir, se calhar, vou ver um videoclip... Até um dia destes.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Um post educativo: História "bêbada"

Mais uma daquelas descobertas que vale a pena. Um canal do youtube tem vídeos dedicados a contar pedaços de História, mas com uma particularidade: para além da normal dramatização da história narrada que é vista em tantos documentários, acontece que os narradores estão sempre bêbados. Realmente, o que é preciso são ideias novas.

O vídeo que aqui apresento é um dos meus favoritos: conta a história de Nikola Tesla, o grande engenheiro e inventor que tantos contributos deu para a vida moderna e que tantas vezes foi subestimado. O narrador tem um ar extremamente feliz, os actores John C. Reilly e Crispin Glover vão optimamente e pronto... não posso dizer que a parte do vomitado não me tenha enojado um pouco, mas... é fantástico. Para ver e aprender.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

As crónicas de Zoltar

Zoltar encontrava-se a viver na Terra há já alguns anos e tinha feito uma razoável adaptação aos hábitos terráqueos, mas por vezes ainda se espantava com alguns costumes dos habitantes daquele planeta azul.

Havia, por exemplo, a questão das datas. Os aniversários. Por que razão era tão importante comemorar um acontecimento apenas na exacta altura em que a Terra voltava a estar na mesma posição na sua órbita em torno do Sol? Não dava para entender! E ainda por cima, nem sequer era a mesma posição senão de quatro em quatro anos. Uma tontice, na verdade. Havia terráqueos que resolviam deprimir de 365 dias em 365 dias (ou 366...) se acontecia o aniversário de uma coisa triste, ou então ficavam (ou fingiam que ficavam) particularmente alegres naquele dia, se acontecia o aniversário de uma coisa alegre.

O Natal, por exemplo, intrigava bastante Zoltar. Sim, ele já tinha percebido que se comemorava o aniversário - lá está - do Messias Jesus. Só não entendia bem porque razão muitos terráqueos resolviam gastar quantidades absurdas de dinheiro naquela data, a dar presentes uns aos outros. É que se ainda fosse com vontade... mas Zoltar tinha-se apercebido que era uma obrigação para muitos. E ao que parece, ficava-se muito mal visto se não se desse presentes aos outros no Natal. Na realidade, Zoltar estava-se nas tintas para que lhe oferecessem presentes no Natal. A maior parte das coisas que recebia era completamente inútil e só servia para ocupar espaço. Preferia que lhe dessem alguma coisa de que precisasse noutra qualquer altura correspondente a qualquer outra posição da Terra em torno do Sol.

Outra coisa: no ano anterior, Zoltar tinha resolvido que não iria participar naquele costume absurdo dos presentes, mas ainda assim decidira cozinhar uns deliciosos gruffits (especialidade da sua aldeia em Zelmit) para levar para a consoada em casa de uns amigos. Tinha sido imensamente difícil arranjar os ingredientes para cozinhar os gruffits, mas tinham ficado perfeitos. A cor verde era apelativa, o aspecto gelatinoso era sedutor e a geleia de marmelo com que os cobrira era la pièce de résistance. Nunca perceberia porque nem lhes tinham tocado. Decididamente, a origem de uma pessoa, neste caso, de um ser vivo, vá... e o seu percurso de vida faz com que possa ser um eterno incompreendido para os que não a partilham.

Grunf.
Zoltar voltará a atacar.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Excertos áudio da missão Apollo 13

Sei que pouca gente apreciará ouvir isto, mas para mim é uma emoção. Excelente, o facto de hoje em dia o comum cidadão poder ter acesso a estas preciosidades. Obrigada, NASA.

domingo, 28 de novembro de 2010

Follow the white rabbit...

"The rabbit-hole went straight on like a tunnel for some way, and then dipped suddenly down, so suddenly that Alice had not a moment to think about stopping herself before she found herself falling down what seemed to be a very deep well."

Lewis Carroll ~ Alice in Wonderland

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ch-ch-ch-ch-changes!

I watch the ripples change their size
But never leave the stream
Of warm impermanence and
So the days float through my eyes
But still the days seem the same




PS: O novo editor de modelos do blogger é bastante bom. Acho que vou passar a mudar de "cara" todas as semanas. Até posso não escrever nada, mas ao menos sempre ofereço a quem aqui aparecer uma leve sensação de inovação...

domingo, 21 de novembro de 2010

It Might Get Loud

Vi recentemente um óptimo documentário da autoria de Davis Guggenheim, com o nome do título deste post: It Might Get Loud. São 98 minutos de puro deleite para os apreciadores da guitarra eléctrica e dos três guitarristas que o protagonizam: Jack White, The Edge e Jimmy Page.

É muito, muito interessante ouvir as histórias destes três guitarristas com diferentes abordagens da guitarra eléctrica, perceber como evoluíram, o que foi fundamental para que cada um definisse o seu percurso e o seu "som" e perceber como se apreciam mutuamente. Estes homens foram, cada um à sua maneira, autênticos pioneiros.

Jack White ainda é muito novo e terá ainda muito para dar, mas é visto por muitos como um dos melhores guitarristas da actualidade. The Edge já dispensa apresentações. Começou a tocar como um auto-didacta, foi aprendendo, evoluindo e desafio quem quer que seja a dizer-me que ele não é fundamental para o som dos U2. Sem ele, a banda nunca teria o sucesso que tem: toda a gente sabe como soa uma guitarra "à The Edge". Quanto a Jimmy Page, caramba, o homem é uma autêntica lenda do Rock n' Roll. Não deve haver guitarrista no mundo que não o respeite. Uma coisa que estes três homens têm em comum: discos e mais discos (que inveja daquela sala de Jimmy Page, toda forrada de estantes cheias de discos de vinil!), audições e mais audições de todo o tipo de música, trabalho e mais trabalho, que para qualquer deles é ao mesmo tempo um autêntico prazer. Nota-se bem como cada um deles adora aquilo que faz.

Se gostam de música não percam este documentário.

Trailer aqui.

E uns vídeos que ilustram a mestria de cada um destes senhores, para informar os mais distraídos:

Jack White (White Stripes):



The Edge (U2)



Jimmy Page (Led Zeppelin)

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Escrito numa parede algures

Concede os olhos ao oceano
Mergulha a alma no mar
E quando a noite escura não tem fim
Lembra-te de mim
Lembra-te de mim