segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Para desanuviar: Depeche Mode - Precious
Ainda me perguntam PORQUÊ?!
Alguém que está de fora daquilo que se passa nas escolas e do que se passa no país, pergunta-me: afinal qual é o problema entre a classe dos professores e a ministra?
A resposta a esta questão não é simples, mas assenta desde logo numa atitude de constante afronta e desrespeito de Maria de Lurdes Rodrigues para com os professores. De cada vez que fala, a senhora ofende a classe. A estratégia política deste governo para conseguir "reformar a educação" passa por uma propaganda política constante, pela camuflagem dos actos, pelo desdizer do que foi dito, e, acima de tudo, um fazer passar da imagem de que tudo o que de mal se passa na educação em Portugal é culpa dos professores. O governo quis e quer passar a imagem de que os professores são uma cambada de malandros, uma classe privilegiada, que ganha muito e trabalha pouco. Nada poderia ser menos verdadeiro, mas não é para mostrar provas disso que aqui escrevo. As provas do trabalho dos professores estão em cada escola deste país e em cada cidadão formado ao longo dos anos. Melhores ou menos bons profissionais, cidadãos mais ou menos exemplares existem e sempre existirão. Afinal de contas somos todos diferentes.
Acontece que basta ter inteligência, que é coisa que não falta aos professores - e saber ler - coisa que os professores também sabem fazer, para perceber que aquilo que governa este ministério da educação é o trabalho para a estatística e para a economia, do verbo economizar. Tudo isto à custa de coisas bem caras, e que deviam ser essenciais para quem se preocupa com a educação. Em vez de querer qualificar realmente as pessoas, oferecem-se diplomas. Em vez de querer apostar no rigor, oferecem-se exames fáceis. Em vez de assumir que há alunos que têm mais dificuldades, põem-se os professores a preencher mais papéis. Afinal de contas não se olha a meios para ter, não tarda muito, uma população portuguesa cheia de qualificações que existem só no papel.
O novo Estatuto da Carreira Docente dividiu de forma aleatória os professores em duas categorias: os titulares e os meros professores. Tão bem feita foi a divisão (já designada por alguns como o "sorteio" para titular) que se podem encontrar na categoria supostamente superior, pessoas com menos qualificações académicas ou com menos anos de serviço. Depois criam-se quotas para acesso a titular, pois há que poupar dinheiro. Eu dificilmente lá chegarei, mas não me preocuparei para já com isso. Vejamos: é desta espécie superior dos titulares que saem os famigerados avaliadores, com todos os desconfortos que daí advêm. A seguir cria-se a figura do director todo-poderoso. Já não há eleições para eleger um conselho executivo na escola. Qualquer um pode candidatar-se a director de qualquer escola, não é preciso conhecer a realidade do meio. Caminha-se para a escola-empresa. O director nomeia a torto e a direito, a democracia começa a extinguir-se na escola e cria-se o compadrio.
A nova avaliação (sim, porque a avaliação sempre existiu) é um processo mal concebido, um monstro burocrático, que consome tempo e paciência a toda a gente, e que em nada contribui para a melhoria das práticas docentes. Foi um modelito importado do Chile, país onde foi implementado e já está a fracassar. Aliás, também cá o processo fracassa à nascença, pois já necessitou de ser "simplificado" duas vezes. Resta saber quantas mais vezes será "simplificado", até alguém admitir que está tudo desvirtuado, e que afinal o processo não era nada eficaz.
No meio de tudo isto, os professores saem à rua, numa esmagadora maioria, por duas vezes, e mostram o seu descontentamento. Mas não, isso não quer dizer nada! São uma cambada de laxistas, comodistas, chantagistas! Finalmente foram obrigados a trabalhar, e naturalmente, não querem!
É insultuoso e vergonhoso.
Os alunos, descontentes com o novo estatuto, segundo o qual um aluno doente é tratado exactamente da mesma forma que um aluno baldas, protestam e atiram ovos à ministra. Muda-se o estatuto do aluno. Uma lei é alterada por despacho ministerial: estamos na república das bananas. Ah, esperem! Foi só um esclarecimento, os professores é que tinham percebido tudo mal e aplicaram o estatuto erradamente! É óbvio que este Ministério nunca erra, nunca se engana, nunca tem dúvidas. O sonho de Maria de Lurdes Rodrigues é ser ditadora. Aliás, peço desculpa, não é um sonho, é uma realidade.
A resposta a esta questão não é simples, mas assenta desde logo numa atitude de constante afronta e desrespeito de Maria de Lurdes Rodrigues para com os professores. De cada vez que fala, a senhora ofende a classe. A estratégia política deste governo para conseguir "reformar a educação" passa por uma propaganda política constante, pela camuflagem dos actos, pelo desdizer do que foi dito, e, acima de tudo, um fazer passar da imagem de que tudo o que de mal se passa na educação em Portugal é culpa dos professores. O governo quis e quer passar a imagem de que os professores são uma cambada de malandros, uma classe privilegiada, que ganha muito e trabalha pouco. Nada poderia ser menos verdadeiro, mas não é para mostrar provas disso que aqui escrevo. As provas do trabalho dos professores estão em cada escola deste país e em cada cidadão formado ao longo dos anos. Melhores ou menos bons profissionais, cidadãos mais ou menos exemplares existem e sempre existirão. Afinal de contas somos todos diferentes.
Acontece que basta ter inteligência, que é coisa que não falta aos professores - e saber ler - coisa que os professores também sabem fazer, para perceber que aquilo que governa este ministério da educação é o trabalho para a estatística e para a economia, do verbo economizar. Tudo isto à custa de coisas bem caras, e que deviam ser essenciais para quem se preocupa com a educação. Em vez de querer qualificar realmente as pessoas, oferecem-se diplomas. Em vez de querer apostar no rigor, oferecem-se exames fáceis. Em vez de assumir que há alunos que têm mais dificuldades, põem-se os professores a preencher mais papéis. Afinal de contas não se olha a meios para ter, não tarda muito, uma população portuguesa cheia de qualificações que existem só no papel.
O novo Estatuto da Carreira Docente dividiu de forma aleatória os professores em duas categorias: os titulares e os meros professores. Tão bem feita foi a divisão (já designada por alguns como o "sorteio" para titular) que se podem encontrar na categoria supostamente superior, pessoas com menos qualificações académicas ou com menos anos de serviço. Depois criam-se quotas para acesso a titular, pois há que poupar dinheiro. Eu dificilmente lá chegarei, mas não me preocuparei para já com isso. Vejamos: é desta espécie superior dos titulares que saem os famigerados avaliadores, com todos os desconfortos que daí advêm. A seguir cria-se a figura do director todo-poderoso. Já não há eleições para eleger um conselho executivo na escola. Qualquer um pode candidatar-se a director de qualquer escola, não é preciso conhecer a realidade do meio. Caminha-se para a escola-empresa. O director nomeia a torto e a direito, a democracia começa a extinguir-se na escola e cria-se o compadrio.
A nova avaliação (sim, porque a avaliação sempre existiu) é um processo mal concebido, um monstro burocrático, que consome tempo e paciência a toda a gente, e que em nada contribui para a melhoria das práticas docentes. Foi um modelito importado do Chile, país onde foi implementado e já está a fracassar. Aliás, também cá o processo fracassa à nascença, pois já necessitou de ser "simplificado" duas vezes. Resta saber quantas mais vezes será "simplificado", até alguém admitir que está tudo desvirtuado, e que afinal o processo não era nada eficaz.
No meio de tudo isto, os professores saem à rua, numa esmagadora maioria, por duas vezes, e mostram o seu descontentamento. Mas não, isso não quer dizer nada! São uma cambada de laxistas, comodistas, chantagistas! Finalmente foram obrigados a trabalhar, e naturalmente, não querem!
É insultuoso e vergonhoso.
Os alunos, descontentes com o novo estatuto, segundo o qual um aluno doente é tratado exactamente da mesma forma que um aluno baldas, protestam e atiram ovos à ministra. Muda-se o estatuto do aluno. Uma lei é alterada por despacho ministerial: estamos na república das bananas. Ah, esperem! Foi só um esclarecimento, os professores é que tinham percebido tudo mal e aplicaram o estatuto erradamente! É óbvio que este Ministério nunca erra, nunca se engana, nunca tem dúvidas. O sonho de Maria de Lurdes Rodrigues é ser ditadora. Aliás, peço desculpa, não é um sonho, é uma realidade.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Marvel digital comics

É uma ideia engraçada, podermos ler uns livrinhos no computador, com alta qualidade digital. É pena ter que se pagar :)
Amostras grátis aqui.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
FIBDA 2008: a primeira visita
Vale muito a pena visitar a FIBDA, como sempre, aliás. Tenho muita pena de só ter tido um tempo muitíssimo limitado para estar no Astroporto e na Nave Cósmica, e gostaria de lá voltar mais uma vez antes do fecho da edição deste ano. Estava muito curiosa com a exposição do Star Wars. Tive pena que apenas contivesse pranchas (também se diz pranchas, no caso de filmes de animação?) relativas ao último filme da saga, o Clone Wars, e alguns posters de outros filmes. É de louvar no entanto a iniciativa do Star Wars Clube Portugal. Foi giro ver o actor Richard Le Parmentier a assinar autógrafos, sendo que alguém me chamou a atenção para as suas belas e vistosas meias vermelhas. O tipo estava mais estiloso ao pé do Darth Vader, com a Estrela da Morte em fundo.
O pequeno grande espaço do Nuno Markl era dos mais concorridos e fazia esboçar sorrisos e soltar saudáveis gargalhadas. Também parei mais tempo ao pé das pranchas do Mézières e do meu herói Valérian, e no espaço do Dave McKean. É claro que não resisti parar nos estaminés de vendas e a sair de lá com uns comics dos espantosos X-Men e do amigo Homem-Aranha.
Bom, a propósito de Dave McKean, aqui fica, à laia de sugestão de futuro visionamento, o trailer do seu filme MirrorMask, que infelizmente não chegou a ver as salas de cinema portuguesas, a não ser no indielisboa 2006. A história é do próprio e do seu companheiro de outras aventuras gráficas, Neil Gaiman. O DVD também não existe por cá, que eu saiba, mas felizmente existem as compras online :)
O pequeno grande espaço do Nuno Markl era dos mais concorridos e fazia esboçar sorrisos e soltar saudáveis gargalhadas. Também parei mais tempo ao pé das pranchas do Mézières e do meu herói Valérian, e no espaço do Dave McKean. É claro que não resisti parar nos estaminés de vendas e a sair de lá com uns comics dos espantosos X-Men e do amigo Homem-Aranha.
Bom, a propósito de Dave McKean, aqui fica, à laia de sugestão de futuro visionamento, o trailer do seu filme MirrorMask, que infelizmente não chegou a ver as salas de cinema portuguesas, a não ser no indielisboa 2006. A história é do próprio e do seu companheiro de outras aventuras gráficas, Neil Gaiman. O DVD também não existe por cá, que eu saiba, mas felizmente existem as compras online :)
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
FIBDA 2008
O Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora já aí está e dura até 9 de Novembro. A edição deste ano é dedicada à Tecnologia e Ficção Científica. O espaço do fórum foi desenhado a pensar no tema e estou muito curiosa para ver o Astroporto e a Nave Cósmica.
Estou à espera de alguém que me acompanhe. Será necessária muita baba de caracol para me tirar as rugas que hei-de ganhar enquanto espero?
Aguardam-se respostas de eventuais interessados... the clock is ticking...
Estou à espera de alguém que me acompanhe. Será necessária muita baba de caracol para me tirar as rugas que hei-de ganhar enquanto espero?
Aguardam-se respostas de eventuais interessados... the clock is ticking...
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
However far it seems
Carro atestado, verificado, inspeccionado. Saudades de pegar no volante após um auto-imposto período de adesão aos transportes públicos. Pego no bólide, ligo o motor, abro o vidro, faço-me à estrada, ligo o rádio, e ouço isto:
Não há melhor fim de tarde que este :)
Não há melhor fim de tarde que este :)
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
007 - Quantum of Solace

Vai estrear em Portugal no dia 6 de Novembro o próximo filme do agente 007. Para mim, ver um filme do 007 no cinema é uma espécie de tradição. Seja bom, seja fraquinho, seja assim assim, o 007 é uma tradição cinematográfica e não se pode perder, a não ser em casos de força maior. Gostei muito do último 007, Casino Royale, que considero o melhor de sempre e que me deixou com expectativas elevadas em relação ao que aí vem. Este dá pelo nome de Quantum of Solace e tem casa na internet aqui. Vá, explorem lá o site, dêem uma vista de olhos ao trailer, e depois... caramba, votem na sondagem aqui ao lado!
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Brokeback Mountain

O Segredo de Brokeback Mountain, de Ang Lee, foi um filme que deixei passar ao lado há 3 anos atrás. Envergonho-me agora de o ter feito, pois acho que me deixei influenciar por comentários que classificavam o filme como sendo uma história de "gay cowboys", que só teve a relevância que teve por trazer à ribalta uma história de amor entre dois homens ligados a uma imagem tão máscula como aquela que associamos a um cowboy. Na altura deixei-me levar por essas observações e também por algum preconceito, que me fazia não ter muita vontade de ir ao cinema para ver um filme "gay". Vi finalmente o filme ontem à noite, e não me arrependo nada, antes pelo contrário. A história está muito bem contada e soberbamente filmada. Os silêncios valem por mil palavras e Jake Gyllenhall e Heath Ledger fazem grandes interpretações. É uma história de amor, sim, mas não interessa se são dois homens, duas mulheres, um casal heterossexual ou dois alienígenas. Da maneira como está contada, a história envolve-nos e toma conta de nós, sendo a homossexualidade uma questão lateral, que acaba por ser esquecida quando se vê a relação entre os dois protagonistas e é apenas relevante enquanto forma de preconceito social que leva ao percurso por eles tomado. Aqui fica então a minha redenção.
domingo, 19 de outubro de 2008
Destruir depois de ler

Mais uma história muito à maneira dos irmãos Coen. Só vos digo que Frances McDormand vai muito bem (como sempre), John Malkovitch está no seu registo do costume, George Clooney vai optimamente como engatatão de serviço e Brad Pitt... que dizer? O tipo é muito versátil. Quem o vê a fazer personagens inteligentes, sofisticadas, atléticas, loucas, vampirescas, etc, etc, nunca imaginaria que o fulano interpretaria tão bem este personagem mesmo... como dizer... imbecil? Destruir depois de ler. Não se esqueçam de o ver quando puderem.
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