domingo, 20 de abril de 2008

Mais um sobre a Battlestar Galactica



Prometo que vou tentar não falar mais da Battlestar Galactica, mas gostaria de sintetizar aqui as várias coisas que me fazem gostar bastante desta série:

1. O bom gosto da música escolhida para acompanhar as imagens, a começar pela música do genérico, mas não acabando por aí.

2. O cuidado visual.

3. O argumento (obviamente), que humaniza a série. Deixámos de ter uma série para teenagers, onde tínhamos os maus dos cylons contra os bons dos humanos, tiros, naves e explosões, para passarmos a ter verdadeiros humanos, com várias qualidades e múltiplos defeitos. E os cylons, outrora criados pelo homem, que se revoltam contra a humanidade a ponto de a querer destruir, evoluindo até conseguirem produzir uma espécie de "clones humanos", programados para cumprir uma missão (que ainda não sabemos bem qual é, mas desconfiamos), aparecem com muitas nuances interessantes. Em primeiro lugar acreditam em Deus. Em segundo lugar, quando morrem (na sua forma humana), fazem uma espécie de "upload" das suas memórias para uma máquina central, ou seja, as cópias daquele cylon ficam com todos os seus conhecimentos e sensações. Em terceiro e último, para abreviar, ficam cheios de dilemas no seu relacionamento com os humanos. Alguns têm dificuldade em cumprir a sua "programação" - Ou será que não? Não fará tudo parte do "plano" deles? Ou será o "plano divino"? - Um cylon em particular, a "Number Six", aparece constantemente como uma espécie de alucinação ao cientista Gaius Baltar, dando-lhe conselhos de acção - Estará ele louco? Terá algum "chip" implantado no cérebro? Será ele um cylon, não o sabendo? - E a série está cheia de muito mais coisas interessantes para explorar, garanto.

Na minha opinião, estamos perante uma série de ficção científica para adultos, com todos os ingredientes sci-fi e de acção, e também com muitos ingredientes para satisfazer um pensamento mais exigente.

E pronto, por aqui me fico, deixando a recomendação para quem gosta do género, e, lá em cima, a foto de uma das minhas personagens favoritas: é claro - a Kara "Starbuck" Thrace.

P.S. - Ah! É verdade, há mais uma coisa. Nesta série tomamos contacto com um novo vocábulo. Bem vindos ao maravilhoso mundo do Frak.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

A propósito de chuva

Purple Rain



Uma grande canção do artista na altura conhecido como Prince.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Estou apanhada...


Ainda não percebi bem se é pelo Lee "Apollo", pela Kara "Starbuck", pela Sharon "Boomer", pelo Karl "Helo", pelo Comandante Adama, pela Presidente Laura, pelo cientista meio doido Gaius ou pela Number Six. Também podem ser os vipers a causar este efeito. Ou os cylons. Se calhar são eles todos. Os Deuses de Kobol me valham.

domingo, 13 de abril de 2008

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Battlestar Galactica


The Cylons were created by Man.
They Rebelled.
They Evolved.
They Look
And Feel
Human.
Some are programmed to think they are Human.
There are many copies.
And they have a Plan.

Não se deixem enganar pela foto: é verdade, eles andam por aí e alguns confundem-se com os humanos. Parece que ainda não chegaram à TV nacional (será que sim e eu não dei por ela?), não sei bem porquê, pois esta nova Battlestar Galactica é considerada por muitos a melhor série de Sci-Fi de sempre. Vi a minisérie inicial que já data de 2003 (cortesia de um colega conhecedor do assunto...) e pareceu-me muito boa. Nada tem a ver com a série original, ou melhor, embora tenha algo a ver com ela, não é nada daquela pessegada de que nos lembramos (não me levem a mal os fãs da série original, mas aquilo era giro enquanto éramos adolescentes e depois blargh!). Toda a série nova foi repensada e melhorada substancialmente em todos os aspectos. Nos Estados Unidos já vai na quarta temporada. Para quem esteja interessado, há sempre as edições em DVD. Cá por mim, fico à espera do cumprimento de uma promessa, para começar a devorar o resto muito brevemente.

Vejam aqui o artigo da Wikipedia sobre a Battlestar Galactica, e aqui o site oficial da nova série.
Na IMDb também está muito bem cotada: 9.1 em 10.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Been here before, been here forever





Inertia Creeps. Em audição no player.
A minha homenagem a esta música perfeitamente... tripante.

domingo, 6 de abril de 2008

Pepe Le Pew

Há que não esquecer o insistente e incurável romântico Pepe...

Looney Tunes


Estes divertiam-me à brava. Desenhos animados cheios de cenas politicamente incorrectas. Maravilha. O que eu ansiava para que o Vasco Granja despachasse rapidamente aquelas animações polacas... Quando aparecia a palavra KONIEK, era para mim o prelúdio da verdadeira animação...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

terça-feira, 1 de abril de 2008

Os mistérios do estrabismo

De certeza que já vos aconteceu terem que falar com uma pessoa estrábica. Ora digam lá: apesar de vocês saberem que ela está a falar convosco, nunca sabem muito bem para onde olhar. Confessem lá: é verdade, não é? E não vale mentir, apesar de hoje ser o dia das petas.

Aqui há uns anos tive um colega estrábico, e aquilo era para mim uma agonia: o tipo falava e eu tentava sempre, embora em vão, descobrir qual era o olho de referência. Até me lembro de ter lido um qualquer artigo sobre o estrabismo, que dava dicas sobre como descobrir "qual o olho que fixava o sujeito", mas nada! Não consegui pôr a teoria em prática, talvez por falta de predicados. O que ainda nos vale é a descontracção destas pessoas, tal devem já estar habituadas a que os outros façam figura de parvos. Cá para mim, devem gozar um belo pratinho.

Ora hoje sucedeu-me mais um episódio de parvoíce deste género. Num supermercado, estava na fila da caixa. À minha frente um cliente daqueles que põe toda a fila de restantes a soprar de desespero. Faz todo o tipo de exigências, esquece-se de uns quantos produtos, volta atrás para os buscar, depois quer entrega ao domicílio e finalmente, após a conta feita, lembra-se que tem uns talões para descontar. A funcionária, coitada, olha para mim (isso percebo eu agora) e avisa: "ainda vai demorar mais um bocadinho, não sei quanto tempo..." e eu, conhecida egocêntrica, sou enganada pelo temível olhar. Não percebo que é comigo. Olho para trás, procurando o interlocutor da senhora. Viro a cabeça mais do que uma vez. Após cerca de trinta segundos (eu sei, eu sei, fui muito lenta), percebi que afinal a conversa era comigo. Flagelo-me interiormente pela má educação, mas realmente ainda não desvendei os mistérios do estrabismo.